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Mudança de planos
Não que existisse um grande plano inicial, mas a base do blogue vai sofrer algumas alterações a partir de agora. Apesar de não ter muito tempo que tenho esse espaço de devaneios (menos tempo ainda que publico), já consigo definir duas fases que tive por aqui.
A primeira, da criação até o post Reconsiderando…, onde refleti sobre situações do meu cotidiano, usei um pouco do meu idealismo questionador, comecei os posts sobre as músicas do Raul e discuti alguns livros que havia lido. Essa fase teve um estilo intimista-idealista-otimista, mostrando talvez um lado mais emocional. Já a segunda fase, do Obs até o post anterior, teve textos em que me arrisquei em algumas formas de arte, analisei conceitos ligados a discussões filosóficas clássicas e continuei séries da fase anterior. Mas, diferentemente do primeiro momento, este foi mais cético, pessimista e observador, o que mostra uma face mais racional.
Vazio público
Consideremos nossa sociedade atual, a brasileira sendo mais específico. Alguém que a analisa rapidamente percebe com facilidade diversos problemas. Em resumo, os principais papéis do Estado não são cumpridos: a educação só acumula números “para inglês ver”; a saúde junta corpos semimortos em filas do grandioso sistema único; e a segurança tira férias a maior parte do ano. Tudo bem, nós somos o país do futuro…
Aqueles que são eleitos, ocupam cargos por nomeação ou prestam concursos para trabalhar em posições públicas lidam diariamente com estes dilemas. Mas entre os políticos muito do que se vê é encenação e promessas vazias. Entre os nomeados, nepotismo e inutilidade são comuns. Por fim, o concurso público é a chance de estabilidade e passividade eternas.
Mudanças, Alterações, Fases
Organizando a vida e adaptado (acho) ao ritmo estudo/trabalho, retomo os trabalhos do blogue. Mas primeiro (como justificativa da ausência), no embalo umbigocentrista das últimas semanas, vou comentar um pouco sobre a bagunça que anda(va) minha cabeça e os pensamentos em geral.
Apesar das explicações “não tradicionais” que me apetecem e procuro cada vez mais, continuo querendo achar causas ortodoxas à minha ligeira perturbação. Talvez fosse a crise dos 21 anos (?) ou algumas outras coisas: excesso de informações de todos os lados (faculdade, mídia, trabalho), excesso de opiniões (sempre fui de querer mostrar minha opinião – talvez esse seja um dos principais motivos do blogue existir), planos e mais planos, questões não respondidas (e a busca frenética por respostas), problemas “guardados”…

