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Ativismo, sofá e contos infantis
O mundo todo anda vendo reflexos de um espírito questionador que, muitas vezes, tem como catalisadora a internet e as facilidades derivadas das redes sociais. No Brasil, esse inconformismo já vem sendo ensaiado há algum tempo, tendo como referência principal o Twitter e o famoso “Fora Sarney”. Pelo caráter questionador-passivo ou mero agitador social, o movimento acabou sendo sinônimo de ativismo de sofá. E parece que isso contagiou as diferentes redes sociais internet afora.
Apesar de não fazer parte de grupos de protesto, me interesso bastante pelas questões de política, saúde, educação e outros “grandes” assuntos que afetam toda a população. Mas há poucos dias ando me perguntando se também não virei um sofativista. Com informações por todo lado (mesmo que tendenciosas) e a possibilidade de compartilhá-las com quantas pessoas e quantas vezes escolhermos, passa batida a questão da pertinência e da efetividade disso. Leia o resto deste post
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Vivemos a era da vida sem fronteiras. Compartilhamos sensações e experiências ao mesmo tempo que vasculhamos por todos os cantos tentando achar nas experiências e impressões de outros aquilo que não conseguimos viver e sentir. É uma busca solitária apesar de essencialmente socializante.
Preciso escrever e me esvaziar um pouco, tirar parte do que tem em mim para ocupar algum lugar vago em outro. Transmitir pensamentos em palavras escritas deixa tudo mais claro e mais leve. Mas a tendência socializante cria necessidades artificiais e a essência às vezes fica pelo caminho. Escrever por escrever segue o mesmo raciocínio torto de outras ferramentas sociais e deixa seus usuários viciados em produção de conteúdo sem conteúdo. É uma sucessão de discursos mudos e protestos ocos.

