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Ativismo, sofá e contos infantis

O mundo todo anda vendo reflexos de um espírito questionador que, muitas vezes, tem como catalisadora a internet e as facilidades derivadas das redes sociais. No Brasil, esse inconformismo já vem sendo ensaiado há algum tempo, tendo como referência principal o Twitter e o famoso “Fora Sarney”. Pelo caráter questionador-passivo ou mero agitador social, o movimento acabou sendo sinônimo de ativismo de sofá. E parece que isso contagiou as diferentes redes sociais internet afora.

Apesar de não fazer parte de grupos de protesto, me interesso bastante pelas questões de política, saúde, educação e outros “grandes” assuntos que afetam toda a população. Mas há poucos dias ando me perguntando se também não virei um sofativista. Com informações por todo lado (mesmo que tendenciosas) e a possibilidade de compartilhá-las com quantas pessoas e quantas vezes escolhermos, passa batida a questão da pertinência e da efetividade disso. Leia o resto deste post

Vazio público

Consideremos nossa sociedade atual, a brasileira sendo mais específico. Alguém que a analisa rapidamente percebe com facilidade diversos problemas. Em resumo, os principais papéis do Estado não são cumpridos: a educação só acumula números “para inglês ver”; a saúde junta corpos semimortos em filas do grandioso sistema único; e a segurança tira férias a maior parte do ano. Tudo bem, nós somos o país do futuro…

Aqueles que são eleitos, ocupam cargos por nomeação ou prestam concursos para trabalhar em posições públicas lidam diariamente com estes dilemas. Mas entre os políticos muito do que se vê é encenação e promessas vazias. Entre os nomeados, nepotismo e inutilidade são comuns. Por fim, o concurso público é a chance de estabilidade e passividade eternas.

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