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Experimento III

Instruções:

- Vá a um ponto de ônibus;

- Espere por um ônibus que tenha um motorista e/ou cobrador claramente não-heterossexual (LGBT);

- Sente-se em um local com boa visão do cobrador/motorista;

- Observe a reação dos passageiros ao perceber a sexualidade da pessoa em questão;

- Tire suas próprias conclusões a respeito da tolerância à diversidade.

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P.S.: O experimento pode ser feito em situações análogas.

Experiência I, II

Admirar

Uma boa surpresa, foi isso. Voltando tranquilamente da faculdade, por aquele caminho que passei quase todos os dias dos 5 anos que estão se completando (!), mas não consegui chegar normalmente em casa, pensando em coisas minhas, passando na padaria ou simplesmente ouvindo uma música no mp3.

Surgiu algo completamente diferente no percurso: uma senhorinha (explico porque senhorinha: por ser uma mulher idosa com aparência frágil e calma). Ela estava lá no passeio conversando com um outro cara da facu quando me parou. Ela dizia: “Eu queria que você parasse um pouquinho que eu preciso dar um recado.” Claro que fiquei assustado, logo pensei que ela tinha presenciado algum desastre ou queria passar sermão em alguém que morasse em república (a classe não é muito querida, eu diria). Mas meu preconceito me fez ficar envergonhado depois que ela continuou: “Hoje faz 502* anos que o Brasil foi descoberto e eu queria lembrar vocês, isso porque eu fui diretora da escola X por 32 anos. É muito bonito isso , não é”.

Fiquei admirado de ouvir isso e envergonhado de não ter me lembrado, mas aquela senhorinha que eu sempre vejo fazendo alguma coisa simples como fechar o portão, conversar com alguém na esquina apresentou uma atitude de um patriotismo do mais puros, sem qualquer ufanismo, apenas a alegria de compartilhar cultura e história com tantas pessoas que se dizem brasileiros. E ver uma cena dessas faz bem! Não sei explicar nada além disso, só sei que agora discordo da música que ouvia quando fui abordado:

 *O erro na contagem acabou não fazendo diferença nenhuma se considerada a intenção dela.

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Vendo além

Algumas vezes me surpreendo com coisas que dão todos os sinais de não terem mais jeito e mesmo assim aparecem com boas novas, uma delas é o orkut. Comunidades do orkut viraram sinônimo de “ícones de perfil” apesar de algumas vingarem.

Assim como o Sávio, vou postar um texto de uma delas e esse é dos bons também.

Definir a identidade é algo deveras complicado, por isso mesmo gostei desse modo como foi descrita:

Martha Medeiros

Você é os brinquedos que brincou, as gírias que usava, você é os nervos a flor da pele no vestibular, os segredos que guardou, você é sua praia preferida, Garopaba, Maresias, Ipanema, você é o renascido depois do acidente que escapou, aquele amor atordoado que viveu, a conversa séria que teve um dia com seu pai, você é o que você lembra.

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