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A arte de ser idiota

Tudo bem, entendo. Não adianta tentar acreditar que todos são pessoas interessantes, porque é fato: existem os idiotas.

Já fiz esforço, acho que me enganei mesmo. Mas eles estão por aí.

Viver em sociedade necessita que nos podemos, controlemos certos instintos, mas, convenhamos, a idiotice não é um instinto, é comodismo…do pior tipo. Não falo de qualquer tipo de idiota, porque todos são idiotas para algúem. Lembro agora do idiota social, aquele que, por ser alienado, prejudica todos. Esses idiotas são monstros preguiçosos mentais que se alimentam de preconceitos e status.

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Vazio público

Consideremos nossa sociedade atual, a brasileira sendo mais específico. Alguém que a analisa rapidamente percebe com facilidade diversos problemas. Em resumo, os principais papéis do Estado não são cumpridos: a educação só acumula números “para inglês ver”; a saúde junta corpos semimortos em filas do grandioso sistema único; e a segurança tira férias a maior parte do ano. Tudo bem, nós somos o país do futuro…

Aqueles que são eleitos, ocupam cargos por nomeação ou prestam concursos para trabalhar em posições públicas lidam diariamente com estes dilemas. Mas entre os políticos muito do que se vê é encenação e promessas vazias. Entre os nomeados, nepotismo e inutilidade são comuns. Por fim, o concurso público é a chance de estabilidade e passividade eternas.

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Toca Raul: O dia em que a Terra parou

Motivações pra analisar essa música? Ah, talvez a crise econômica (é, até em um blogue underground discutimos a crise) seja um dos principais motivos, mas a pressa, o desepero de não perder um segundo, a rotina também são fatores importantes.

Interpretação tradicional (by alguém bem revoltado)

 Representa bem o comportamento de pessoas como ele, despreocupadas com o progresso da sociedade e que preferem ficar em casa usando seus entorpecentes a trabalhar para o futuro da nação.

Interpretação pessoal (by minha pessoa)

 O ritmo desenfreado de se viver, comer, trabalhar, dormir e começar tudo de novo ficaria claro se tudo que conhecemos parasse por um tempo. Nos questionaríamos um pouco sobre o porquê de fazermos o que fazemos e se a velocidade disso tudo é benéfica de alguma forma.

 Se o fato de o bandido não roubar porque não haveria onde gastar fosse substituído por não roubar por ter tudo o que precisa (isso também pode ser substituído por um terrorista que não precisa matar para defender suas ideologias), talvez fossemos menos retraídos no nosso comportamento social, teríamos menos ressalvas no trato com os outros. A Terra pode estar parada de medo, de receio de sair às ruas e não ter a chance de voltar pra casa.

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