Começo conjectural da história humana
Um resumo da bela interpretação que Kant fez do Gênese bíblico:
[...] a saída do homem do Paraíso, que a razão lhe apresenta como a primeira instância de sua espécie, não significa outra coisa que a passagem da rudeza de uma criatura puramente animal para a humanidade, dos domínios nos quais prevalecia o governo do instinto para aqueles da razão; numa palavra, da tutela da natureza para o estado de liberdade. A questão de saber se o homem ganhou ou perdeu com essa mudança não mais se impõe quando olhamos a destinação de sua espécie, que reside unicamente em progredir rumo à perfeição, pouco importando os erros no início, durante os sucessivos ensaios empreendidos por uma longa série de gerações em sua tentativa para atingir aquele alvo. No entanto, essa marcha, que para a espécie é um progresso que vai do pior para o melhor, não é precisamente a mesma coisa para o indivíduo. [...]
Curioso como essa era a mesma visão de Joseph Campbell. Um filósofo e um mitólogo em comunhão de pensamentos não é algo comum de se ver.
Publicado em 31/08/2011, em Minhas leituras e marcado como a queda, filosofia, instinto, kant, razão. Adicione o link aos favoritos. 1 Comentário.


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