Experiência I 13/07/2009
Posted by Tilion in Pensamentos aleatórios, Vivendo em sociedade.Tags: experimentos sociais, paranóia, vida em sociedade
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Preste bastante atenção às recomendações:
- Quando estiver em um local com pessoas desconhecidas, prepare-se;
- No momento que você estiver com vontade de espirrar, não segure ou abafe o espirro;
- Espirre com toda vontade;
- Relaxe e olhe em volta as caras de “Ah, meu Deus! Ele(a) tem gripe suína!”
Enjoy!
Toca Raul: Carimbador Maluco 28/06/2009
Posted by Tilion in Toca Raul.Tags: domínio, ego, governo, individuação, opressão, raul seixas, religião
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Bom ver uma crítica sócio-cultural sutilmente disfarçada de música infantil. O fator que deixa tudo isso mais interessante é que a tal música foi apresentada em um especial justamente num dos baluartes do domínio alienante. Então vamos ao Carimbador Maluco!
Interpretação tradicional (by malas preconceituosos)
Uma música infantil que aquele maluco fez porque queria se redimir dos absurdos das outras coisas que ele cantava.
Interpretação minha (by este que vos escreve)
Vejo esta música como o questionamento do controle, do domínio ao qual somos submetidos. No caso, ele pode ser analisado por dois principais pontos: a sociedade e nós mesmos.
No caso da sociedade, é uma citação clara sobre a burocracia ou, em uma análise mais crítica, os governos e religiões dominantes. Lembra a necessidade eterna de buscar confirmações para quaisquer atitudes, qualquer “vôo” precisa do aval da nobreza e clero contemporâneos. Não há liberdade verdadeira, mas regras por todos os lados. Pensar não é permitido, obedecer é a ordem do dia. Seguir, sem questionar.
Ao longo da letra, existem citações de um famoso anarquista (Proudhon) que provavelmente partiram do texto abaixo:
Aleatorieades 23/06/2009
Posted by Tilion in Além, Contos da vida moderna, Essencial, Pensamentos aleatórios.Tags: futuro, passado, poesia, presente, tudo junto
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Corra. Pule. Ande. Desça.
Faça. Desfaça. Brinque.
Mude. Perceba.
Seja.
Sou
porque quero
porque ainda vou ser
Penso
porque sinto
porque sei que ainda quero
Sigo
porque preciso
porque sei que ainda virá
Será que um dia tudo será de algum modo diferente do que será se formos iguais?
Será que tudo será frio e pálido quando esquecermos o que nós somos?
Será que há algo além daqui, de nós, de vós, de nosso avós e daqueles que virão?
Será mesmo?
Indizível 07/06/2009
Posted by Tilion in Essencial, Minhas leituras.Tags: Budismo, consciência, contemplação, Herman Hesse, leituras, Sidarta
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Durante uma interessante discussão em um chat no msn, me lembrei de um excelente livro que li pouco tempo atrás: Sidarta do ecritor Herman Hesse.

Difícil definir este livro. É surpreendente o modo leve como o autor consegue trazer à tona este tema: a busca. Diferentes caminhos que levam a diferentes modos de vida, mas sempre buscando a essência. Talvez indizível seja uma definição apropriada a este livro.
Algo que comecei a perceber é exatamente isso: quando apenas procuramos respostas e esquecemos de contemplar, nos falta algo e pode ser que este seja Aquele algo. Estas definições, por mais vagas que pareçam, contém algo além da razão: a experiência, a sensação.
A seguir deixo o trecho que a colunista Soninha Francine dissertou na contracapa:
Learning to fly 23/05/2009
Posted by Tilion in Além, Essencial.Tags: antropologia, busca, escolhas, filosofia, Pink Floyd
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“Humano significa: conhecer além das estrelas
que estão por cima do teto que nos cobre, isto é,
além de toda a adaptação necessária ao concreto de todos os dias,
estar consciente da totalidade das coisas,
superar o ‘meio’ e adentrar-se pelo mundo.”
(Pieper, Que é filosofar? Que é acadêmico?, p.22)
Chega um momento que precisamos aprender a voar, a hora sair de nossas tocas tão cômodas e conhecer o mundo, mas não apenas isso, é chegada a hora de ser, conscientemente. Penso que isso está diretamente relacionado à busca de algo de certa forma trivial, a vocação.
Encontrar uma profissão é fácil para qualquer um com um Guia desses que se vê por aí. Mas espera um pouco, profissão o que tem a ver com vocação? Este é o ponto. Nos acostumamos a substituir o conceito de disposição natural/chamado (vocação) por ofício/ocupação (profissão). Talvez não sejamos seres tão banais a ponto de a simples pergunta “o que gosto de fazer?” solucionar uma das questões essenciais de uma existência mesmo que curta em termos de Universo. Não é supervalorizar o ser humano, mas favorecer o mínimo para que nossas sombras sejam menos evitadas e mais entendidas.
Certo, que questões deveríamos fazer a nós mesmos se quiséssemos encontrar algo que possa nos impelir a conquistas? Talvez se deixássemos de analisar a carreira como o foco principal e nos preocupássemos com as conquistas como um todo. Entender como somos afetados por nosso passado e presente, buscar a relação entre o gostar de fazer e gostar de ser. “A descoberta do valor de sua contribuição pessoal para a vida em sociedade é fundamental para o homem contemporâneo que vive em uma sociedade onde é valorizado o individualismo, o isolamento e a competitividade.”*